Presas por uma sociedade estereótipada

por CoolHype

Toda mulher, de fato, possui suas vaidades, seja uma obsessão pela beleza, ambição de por alguma roupa, imóveis… Enfim, é grandiosa a quantidade de coisas que faz as mulheres perderem a cabeça, nem que seja em uma feirinha qualquer. Esse consumismo exagerado faz qualquer uma perder o controle na posse de um cartão de crédito, pois sair do shopping com as mãos vazias, jamais! A necessidade de comprar qualquer coisa por mera vaidade já é algo comum, muitas vezes nem esteja precisando de uma bolsa nova, mas se for aquela que estava na passarela da semana de moda passada, com certeza qualquer preço é justo.

O responsável por mostrar essa mulher totalmente capitalista foi Marc Jacobs. Em sua coleção – Outono 2011 – para Louis Vuitton o estilista apresentou para o seu público aquela mulher obcecada por suas bolsas, essa paixão enlouquecedora que pode ser capaz de torná-la escrava de si mesmo. Não só sobre bolsas, mas aquela mulher escrava de qualquer produto; mulheres que não abrem mão de um vestido novo apenas para não repetir os antigos, tudo em nome da reputação. Mas na realidade tudo não passa de vaidade.

No desfile inspirado no filme O Porteiro da Noite (1974), modelos representaram essas mulheres que são totalmente entregues a sociedade que as manipulam, prendendo-as – “com algemas” – em certos protocolos que são “obrigadas” a seguir.

Começou no dia 13 de junho o 3º maior evento de São Paulo, o São Paulo Fashion Week, e já no primeiro dia do evento certo estilista deixou todos aqueles que estavam assistindo o seu desfile de boca aberta. Samuel Cirnansck espantou o seu público logo nas primeiras modelos, presas com mordaças na boca e seus braços amarrados com cordas. De início dá a entender que foi feita uma crítica àquelas mulheres que são presas ao casamento ou a qualquer evento que é obrigada a participar; presas a si mesma ou a uma grande sociedade. Diferente de Jacobs, Cirnansck não quis retratar uma mulher manipulada, “mas sim mostrar a sensação boa de estar amarrado com alguém no dia do casamento”, explica o estilista.

Criar um conceito em cima de um desfile não é apenas uma forma de chamar atenção, mas também é uma forma elegante de mostrar a realidade vivida pela sociedade, principalmente para aqueles, que se dizem “entendedores de moda” e sentam na tão almejada fila A, que vão assistir um desfile apenas para serem fotografados e fazer poser.

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