C’mon Vogue – A visita de nossas vidas!

por CoolHype

“As pessoas têm medo da moda”, como já dizia Wintour no documentário que edita a relação de Anna com a revista, criando então um ar mítico em torno da profissão de um editor de Vogue. Nós, do CoolHype, criamos uma película de medo em torno da tão almejada publicação, porém conseguimos quebra-la quando visitamos a redação da revista de moda sem concorrentes. Vogue Brasil, e lá fomos nós.

Desconhecer o que é a cultura do vestuário em seu real concreto é inadmissível para quem informa moda. Se fossemos contar todos os absurdos que já vimos em certos sites/blogs de “moda”, vocês ficariam perplexos. Pensamos que Vogue se fez referência a partir do momento que prezou a qualidade de seus textos e imagens, como nos explicou Adriana Bechara – “O diferencial da Vogue é a sua edição”. A revista tem como iniciativa respeitar sua leitora, de forma que o conteúdo desta tenha a cara da mulher forte e independente que lê a revista. Bechara também nos contou que nada é pensado de última hora, o prejeto de qualquer editorial, por exemplo, tem que antes ser aprovado pela Condé Nast gringa; ideias relâmpagos – por mais que sejam boas – não podem ser efetuadas, o protocolo, digamos, não aceita.

Antes de ser genuína, a revista se limitou muito à sua dualidade de vida e morte e o seu espaço de criação e cópia. Seria até ignorância de nossa parte pensar que em 36 anos de vida, Vogue Brasil errou usando da cópia das principais Vogues do mundo para se manter viva. Tendo passado por lá os melhores profissionais do impresso, a publicação se tornou forte o bastante para segurar sua identidade. Hoje lendo Vogue Brasil, consegue-se ver personalidade própria da mente de seus editores.

Queridos leitores, a moda é mutável, assim como que à informa. Este blog está com os dias contados, pelo fato de nosso conteúdo não conseguir se adaptar ao nosso pensamento de moda inicial que deu origem ao CoolHype, mudaremos assim como vários outros blogs, sites, revistas, até mesmo vocês. Mas saibam que essa é a graça da coisa, ser instável, improvável, mas tudo com bastante cautela para que nossas idéias consigam ultrapassar 36 anos com maestria, assim como a Vogue conseguiu.

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