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Categoria: Etc

Último post – Era uma vez…

Olá leitores, este é o nosso último post como blogueiros do CoolHype. Resolvemos contar como tudo começou e a nossa relação com vocês, aí vai:

Era uma vez, três adolescentes que decidiram se arriscar como blogueiros na capital. Dias antes da Semana de Moda brasiliense, Ludimila Rodrigues, Matheus e Melinda Yehudi criaram um blog em função de conhecer o que verdadeiramente era moda e os nomes responsáveis por esse ”mundo” em Brasília. Eles, definitivamente, caíram de pára-quedas naquele lugar.

Para se situarem no primeiro dia de CFW – Capital Fashion Week -, perguntaram a um jornalista, que pelo visto também estava um pouco desorientado, onde ficava a sala de imprensa. Atencioso, Fernando Lackman, o jornalista – que depois vieram de fato a conhecer – indicou o caminho, se minha memória não falha. Lá estavam os três adolescentes sem saber por onde começar o “trabalho”. Aparentemente era pura diversão, mas no fundo eles sabiam que pertenciam àquele mundo e decidiram se jogar de vez no buraco que eles mesmos tinham cavado, a partir daí não haveria mais volta.

Um mês depois, o blog passou de 20 acessos para 900 por semana (números ainda baixos, porém motivadores), e claro, com comentários intrigantes. O que mais marcou os bloggers e que nunca esquecerão foi o de certo indivíduo que se declarou “Anônimo da moda”. Os comentários postados por este foram até ofensivos e, os blogueiros até pensaram em desistir, mas, perceberam que amavam algo que nem sabiam o que era no seu real concreto, a moda.

Continuaram procurando evoluir no pensamento sobre o que de fato significava moda.  Com a ajuda do estilista e amigo Ivan Hugo, tomaram uma direção na vida e assim vestiram-se primeiramente de idéias, conhecimentos, sabedoria e só depois, de roupas. Os acessos cresceram e os blogueiros começaram a adotar ídolos na moda brasileira. Paulo Martinez, Constanza Pascolato, Adriana Bechara, Maria Prata dentre outros, tornaram-se inspirações para o trio, que agora têm repugnância com o nome “Cool Hype” e o seu real significado. Com novos conceitos, perceberam que esse título não os representava mais.

Em Julho deste ano, decidiram dar um passo a mais naquilo que eles queriam seguir como carreira profissional. Visitaram a Meca da moda representada no Brasil, à redação da revista Vogue e, conversaram numa salinha de café de 1,80m2 com a Editora de moda Adriana Bechara.  Ali perceberam que moda é realmente coisa séria, além de ser uma indústria de zilhões de dólares, é também um dos maiores contribuintes para a massificação de determinada cultura.

As crianças voltaram da viagem determinados a mostrar o que não é visto em Brasília, determinados em massificar a cultura outsider e moldar uma linha de pensamento que f*de a idéia de mainstream. Pretensioso? Claro que sim. O “Anônimo da moda” mostrou-lhes algo, a pretensão. Pretensão é tudo para quem não tem nada a perder, lembrando que Yves Saint Laurent se fez mito justamente pela sua pretensão.

Desenho da amiga @AnnaLiviaM_ 🙂

Hoje, eles estão ralando com seus colaboradores e, passarão uma linha de pensamento hermética e acompanhada da práxis. O projeto se chama Quadra 1001. Uma Quadra imaginária, que abrigará os estilistas independentes da indústria, artistas fora do sistema elitista e músicos com propostas inovadoras. Antes esse blog era conhecido pela idade de quem escrevia, que merda. Os blogueiros estão mudando para um novo endereço, a “Quadra 1001”, e lá mostrarão o que não se vê de costume. Acreditem, eles pensam estar no caminho certo, também se não estiverem, descobrirão em breve.

Obs.: No dia primeiro de Dezembro a “Quadra 1001” estará no ar. Curtam nossa página no facebook:

http://www.facebook.com/pages/Quadra-1001/292639890766105

Pedido de desculpas e um convite :D

Tenho sido um grande *underachiever em minhas obrigações com vocês, o fato é que estamos trabalhando em um projeto pretensioso, e a mistura deste projeto com o nosso fim de ano escolar e os nossos sérios problemas com matemática, nos tem tirado a oportunidade de escrever aqui.

Os leitores assíduos sabem que iremos desativar o blog pelo fato de estamos fazendo algo que ainda é segredo. Mas a nossa informação de moda voltará em Dezembro em um novo espaço, com o apoio de muita gente talentosa, como o estilista brasiliense Ivan Hugo, a equipe do Rookiemag.com e alguns artistas da cidade. Bem, isso é um pedido de desculpas por sumirmos daqui.

Ah, quase me esqueço de avisá-los algo legal que acontecerá no dia 22, sei que muitos estarão fazendo o Exame Nacional do Ensino Médio, mas, para os que puderem ir depois da prova, o site ModismoNet, estará fazendo um pop-up com os produtos que se encontram à venda no site de compras on-line ModismoShop. Segue o convite feito por eles:

A equipe do site ModismoNet convida o público de Brasília para conhecer o show room do ModismoShop, onde os todos os produtos da loja estarão à venda, junto com lançamentos que ainda não estão online.

É uma oportunidade de conhecer de pertinho o que o ModismoShop oferece e adquirir peças por preços especiais!

*Edição Blogs*

Além das promoções do Shop, desta vez convidamos alguns dos mais renomados blogueiros da cidade para receberem seus leitores e trocarem figurinhas com quem mais ama moda em Brasília!

blogs participantes:

– Talita Daher > GPS de Estilo (http://gpsdeestilo.blogspot.com)

– Fernanda Vianna de Almeida > Bossa Rosa (www.bossa-rosa.com)

– Matheus e Ludimila > Coolhype (https://coolhype.wordpress.com)

– Pedro Fistarol > Todo o Mundo Aqui é Alguém (www.todomundoaquiealguem.com)

– Daniela Reis > Blog da Sol & Vento (www.solevento.com.br/blog)

– Thaise Lima > Era uma vez em Brasília (http://eraumavezembrasilia.blogspot.com)

– Ana Luisa Favato > Blog da Ana (www.analuizafavato.com)

Marcas que estarão à venda:

– Raphael Falci

– Dedé Bevilaqua

– Sept.is

– Setedezessete

– Paula Velloso

– Acervo Vintage Modismo

Achando uma resposta – Sobre geração, tiroteios e desamor

A minha geração veste-se pelo Cool, veste-se pelos olhares que receberá, veste-se para a “pegação”, veste-se para apresentar ao mundo uma imagem que não é real. De tantos motivos para se vestir, acabam dando corda para se enforcarem, ou melhor, enforcar a identidade genuína do indivíduo. A mesma geração que se enforca, se veste pelo mais volátil dos prazeres, o de comprar. São como cegos perdidos em um tiroteio. Tiroteio este, das liquidações e fast-fashion.

Não se trata de descriminar Sales e lojas de departamento, aliás, elas são a nossa alegria, mesmo que momentânea, porém, há tempos o jovem não consome moda, bons livros, arte e as manifestações mais herméticas da natureza, da vida. Os ditos-cujos (nos incluímos apenas na faixa etária) querem viver para verem que as “idéias” formadas por eles, são tão patéticas e dispensáveis quanto os deputados que elegemos.

Em Brasília, podemos encontrar moda em seu real concreto, porém, os auto-nomeados “Detentores do Notório Saber em Cultura do Vestuário” em seus trabalhos abarrotados de segundas intenções, custam informar o pensamento de moda sob uma análise semiótica, preferindo então, passar 12 meses imprimindo papéis ou atualizando sites, que terão o mesmo fim de seu “Conteúdo Shopping Center”A lixeira ou o desamor, que é pior.

Coitadinha da minha geração, tão preguiçosa para estudar as sub-culturas, a arte e a bem dita moda local; São coisas tão prazerosas e nem um pouco voláteis. Primam ler o blog de uma tonta rica, ou um jornal prolixo, do que buscar referências vivenciadas na práxis, e assim, saborear o gosto adocicado da moda e de suas vertentes tão profundas.

Estamos próximos da nossa terceira cobertura do CFW, vivendo a moda no coditiano, com a cabeça nas nuvens e o pé no chão. Se quiser ler textos oriundos de uma “Fashion Week” um pouco mais pensada, aqui encontrará coisas deste segmento, se não, lhe pergunto o que ainda faz aqui? Como minha geração diz:

 

                    Fuck Off Haters

Cesta cheia de Instagram

The xx – Crystalised

1 ano de blog, 6 meses de blefe, valores e mais 6 meses “iluminados”

Nós três mudamos de idéia da mesma forma que trocamos de roupa, constantemente. Porém neste um ano de blog, levamos para a nossa vida valores profundos em nossa relação com moda. Valores do tipo:

  • Termos medo da palavra tendência, pois ela pode alienar e depois escravizar alguém perdido, que só quer se vestir bem.
  • A moda tem de emocionar, tem que vir de dentro, se não, de nada vale.
  • Nunca trocar sua opinião por uma roupa ou festa, ela é a segunda coisa mais preciosa de alguém que escreve moda.
  • Brasília consegue ter mais it girl que o Upper East Side, ou seja, Brasília é um blefe, não se renda ao glamour e ao pseudo luxo, você perderá sua alma se o fizer.

A moda transforma por completo a cabeça de uma pessoa, mas essa transformação só ocorre se for do micro para o macro, vista-se primeiramente de ideários e depois saberá EXATAMENTE o que usar todos os dias de sua vida  e sim, passar o que você é por dentro, para fora. Se você dúvida dessa transformação sugiro que vá ao arquivo deste blog e veja o tipo de coisa que “pensávamos” com relação à moda. É tão estúpido, éramos tão estúpidos, mas como eu disse, ainda somos medíocres, o ser humano é, porém, agora temos certos valores com relação  a escrever sobre os vícios do vestuário.

Feliz aniversário pro blog!

 

Foto: Nosso amigo mais intimo “Stev” (Steven Meisel – Para quem não é tão intimo assim)

 

Sobre chapéus, amor, insensibilidade e mais chapéus!

Não é de hoje que manifesto paixão por chapéus, mas, fazia um ano que tentava usar tais mimos e nunca acertava, porém, a palavra “tentativa” foi o meu maior estimulante. Não vou ficar falando como o chapéu pode ser versátil e que o mesmo lhe dá um ar londrino, até porque, são informações baratas. Vamos explorar esse acessório primeiramente em sua essência, para depois absorvermos o que chamarei de informação práxis do streetwear, ou seja, para depois tirarmos melhor proveito do “como usar”.

Antes de me tornar um viciado em moda, era totalmente inseguro quanto expor minha personalidade e ideário nas roupas em que vestia. Por tal insegurança, eu adorava usar óculos escuros, era como usar uma máscara, e isso é ruim. Poder demonstrar sua perícia em viver e amar, na roupa e na musica que escuta, é essencial para os campos mais desconhecidos da nossa intimidade. Quando nos privamos da liberdade em demonstrar o que somos e o que pensamos pelo vestuário, é o fim, estado terminal. E nunca, sentiremos o prazer de colocar na cabeça um panamá legitimo, e saber que isso é mais do que um chapéu, é um estado de espírito.

Sabe aqueles filmes europeus, em que os atores são tão superficiais e insensíveis quanto uma parede? O que me atraí nesses filmes são as roupas. O que os atores não conseguem passar em questão de sentimento, o figurino passa. Quando será que os Brazucas entenderão que roupa é mais do que o pano que cobre o corpo? Certa vez a Ludimila em seus momentos de devaneio me proporcionou a seguinte reflexão: “O nosso corpo é como uma tela vazia e sem forma, a roupa é justamente o que preenche” eu completo, alma é a moldura que nos deixa em pé, firmes na parede, prontos para expormos ao mundo quem somos e o que viemos fazer.

Quando falo de chapéus, não falo apenas de chapéus, falo de amor, poesia, árvores, música, falo de vida, parece chato e poético, mas isso é uma provocação, muito agressiva pra falar a verdade. Em minha pesquisa eterna sobre os brasilienses e a cultura de moda, vejo em sua hermética verdade, que o pessoal daqui é insensível, burro no sentido mais agressivo possível e claro, glamuroso. Eca.

Eu realmente não me importo ao fato de um dia, ter 3000 acessos e no outro ter 60, não tenho a pretensão de ser mais um blefe dentre centenas neste cerrado, só quero atingir meu leitor nos seus mais profundos sentimentos quanto à moda e sim, provar que moda pode fazer chorar, rir, odiar e se apaixonar.

Obs.: Está na dúvida quanto à informação práxis do street wear, ou seja, o uso mais esperto do “como usar” o chapéu? Agora pode clicar aqui 😀

É a vez de Florence

Não é novidade que a vocalista da banda Florence & The Machine têm sido fonte de inspiração para vários fashionistas. A inglesa se destaca por ser poucas das artistas famosas que não explora o seu corpo com vulgaridade para chamar mais atenção do público. E foi esse visual seguro com bastante personalidade da cantora que serviu de inspiração para a coleção de inverno da Gucci. “Ela tem a confiança e o look seguro como o da mulher Gucci.”, diz  Frida Giannini, diretora criativa da grife.

Depois de Florence Welch ter sido fonte de inspiração para a grife, a cantora foi fotografada por Karl Lagerfeld para a capa da Vogue Japão de setembro. Florence quebrou o jejum de cinco anos da revista, que antes tinha apenas modelos na tão desejada capa de setembro.

Androgina Welch para Vogue Japão

E as novidades da inglesa não acabam por aí, Florence também anda finalizando os projetos para o segundo álbum da banda que lidera. O álbum, intitulado “Ceremonials”, têm previsão de lançamento para o dia 31/10 no Reino Unido, e dia 07/11 nos Estados Unidos.

E para dá gostinho do que vem por aí, a banda postou na internet um vídeo com cenas das gravações no Abbey Road em Londres. O vídeo tem como música de fundo “What The Water Gave Me”, um som que promete ser hit, dá até arrepios pela magnifitude.


Fashion’s Night Out Brazil 2011


Owlie, mascote do evento.

O Fashion’s Night Out é a maior festa da moda internacional, e acontece em 20 cidades-chave do mundo – entre elas São Paulo (no dia 12.09.2011) e Rio (no dia 13.09.2011). Durante o evento, as lojas participantes ficam abertas até a meia-noite e são palco de diferentes atrações e eventos, além de promoverem lançamentos exclusivos com preços promocionais em parceria e sob o selo de qualidade da Vogue. – Facebook FNOBrasil

A mascote do evento teve o nome escolhido entre o voto popular. As opções eram OlgaMaria Pia [nosso favorito] e o nome vencedor, Owlie.

O evento foi criado em 2009 por Anna Wintour, editora chefe da Vogue América. Durante o evento, as lojas que participaram do FNO ficaram abertas até mais tarde e foram também palco para shows, coquetéis, com várias personalidades ligadas à moda.

Local do leilão

Gisele abriu o evento em São Paulo com o leilão dos vestidos de festa que ela mesma usou para editorial da Vogue de julho. O evento é beneficente – a renda obtida será direcionada a ONGs que cuidam do meio ambiente.

Giovanni Frasson, Gisele, Daniela Falcão e Donata Meirelles.

Para saber mais como foi o evento em São Paulo e no Rio de Janeiro clique aqui e veja como foi.

The Discipline of Fashion – Vogue italiana faz chorar

A edição de Setembro da Vogue italiana trás uma capa subversiva à realidade da moda atual, ignorando a indignação da primeira Punk na moda, Chanel. O que nós meros mortais achamos disso? Emocionante. Não gosto de exagerar quanto minhas opiniões, porém, esse editorial me deixou paralisado na frente do computador por mais de 10 minutos, logicamente teria de escrever sobre isso.

Paul Poiret e nossa avó adotiva Coco Chanel, libertaram por assim dizer, as mulheres do doloroso e disciplinar espartilho. Por motivos dados aos fatos históricos ocorridos neste período; Paris estava no auge do modernismo, formando uma concepção de vida pela arte, levando as pessoas para os parques a céu aberto, evidentemente o apetrecho usado na época foi caindo. As pessoas queriam a liberdade na roupa. Fim da era de grande valorização da cintura.

O que mais impressionou no editorial da Vogue Itália, consiste no fato de que nunca imaginaria a estética de 1919 sendo capa de Vogue em pleno ano de 2011.  Imagens nostálgicas, porém, com ar  vanguardista – se é que isso fosse possível – de arrepiar. A modelo é  Stella Tennant (queridinha de Grace Coddington) e as fotos são de responsabilidade do absurdamente incrível Steven Meisel.

Veja abaixo a obra de arte:

 

 

 

 

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